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Monument to Adam West in His Hometown Has Yet to Materialize

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  As the tenth anniversary of the death of Adam West approaches, the project to build a monument in his honor in Walla Walla still exists only on paper and lacks the necessary funding to move forward. Launched after the actor’s death in 2017, the initiative has faced financial hurdles and has yet to advance to the construction stage. The proposal, backed by local authorities and business groups, initially envisioned a bronze statue portraying West as the iconic Batman from the 1960s television series. A conceptual model was presented in 2020, but the Covid-19 pandemic disrupted fundraising efforts and delayed the timeline. Since then, the project has relied almost entirely on private donations, without reaching the funding level required for execution. Community discussions over alternative forms of tribute have also contributed to the lack of progress. With no start date for construction or projected unveiling, the tribute to the city’s most famous native son remains symboli...

Monumento a Adam West em sua cidade natal não saiu do papel

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  Prestes de completar 10 anos da morte de Adam West, o projeto de construção de um monumento em sua homenagem em Walla Walla, no estado americano de Washington, sua cidade natal, segue existindo no papel, mas ainda sem recursos suficientes para sair do papel. Lançada tempos após o ator ter morrido, em 2017, a iniciativa esbarrou em dificuldades de financiamento e nunca avançou para a fase de obras. A  proposta, apoiada por autoridades locais e entidades empresariais, previa inicialmente a instalação de uma estátua em bronze retratando West como o icônico Batman da série dos anos 1960. Um modelo conceitual chegou a ser apresentado em 2020, mas a pandemia de Covid-19 interrompeu a captação de recursos e atrasou o cronograma. Desde então, o projeto passou a depender quase exclusivamente de doações privadas, sem alcançar o volume necessário para a sua execução, estimada entre US$ 200 mil e US$ 250 mil. Também houve discussões na comunidade sobre possíveis formatos alternativo...

Minha participação na 4ª edição do FIQ em Belo Horizonte (2005)

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A convite da Prefeitura de Belo Horizonte, participei de uma das atrações da 4ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), realizado entre 5 e 9 de outubro de 2005, na capital mineira. Fui convidado como autor do Dicionário do Morcego (Flama), lançado naquele ano. No sábado (8), integrei uma mesa-redonda bastante animada ao lado dos editores Rogério de Campos, da Conrad, e Douglas Quinta Reis, da Devir, com mediação do jornalista Sidney Gusman. O debate girou em torno dos rumos do mercado editorial e das narrativas gráficas contemporâneas. Falei sobre meu personagem favorito — o Morcego —, destacando sua relevância para a cultura pop mundial e a sofisticação estética e narrativa das HQs clássicas. Rogério de Campos, contudo, manteve uma postura provocadora: aproveitou quase todas as oportunidades para ironizar os quadrinhos de super-heróis, afirmando não apreciar nem mesmo Frank Miller e considerando o gênero excessivamente preso a clichês. Ele também defendeu que o cami...

Veja cita o Dicionário do Morcego, 2005

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  Ele voltou. E agora é sério. Isabela Boscov Batman Begins volta às origens do Homem-Morcego para ressuscitar uma das marcas mais poderosas do cinema. Playboy de dia, morcego à noite. Bale, como o patrulheiro da caótica Gotham City, e com sua namorada, Katie: diretor e atores de primeira linha para retomar a história do princípio. Em 1997, a Warner viu sua propriedade até então mais valiosa – a franquia Batman – sofrer uma morte indigna com Batman & Robin, uma extravagância igualmente execrada pelo público e pela crítica. Desde então, porém, o estúdio juntou ao seu catálogo Matrix, Harry Potter e O Senhor dos Anéis (este em parceria com a New Line), e terminou por provar-se o mais habilidoso entre todos os grandes de Hollywood em explorar o potencial das séries cinematográficas. Animada por esses sucessos e pela lembrança do 1,3 bilhão de dólares que o Homem-Morcego rendeu na bilheteria antes de seu falecimento, a Warner vinha estudando formas de ressuscitá-lo. Penso...

Batman, o verdadeiro super-homem

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   Sílvio Ribas Na mitologia dos quadrinhos, a chamada Trindade da DC – Superman, Mulher-Maravilha e Batman – simboliza valores fundamentais: esperança, ver dade e justiça. O Homem de Aço encarna a esperança em um mundo melhor, a amazona traz a verdade como arma inquebrantável, mas é em Batman que se concentra a noção mais radical de justiça, nascida do enfrentamento da dor e do limite humano. À luz de Nietzsche, pode-se dizer que Bruce Wayne é o mais próximo da figura do Übermensch, o super-homem filosófico. Não por possuir poderes divinos, mas justamente por não tê-los. O Batman constrói a si mesmo pela disciplina, pelo autocontrole e pela superação pessoal. Transforma sua tragédia íntima – o assassinato dos pais – em motor de uma vida inteira dedicada à luta contra o caos. Enquanto Superman é esperança que desce dos céus, Batman é o humano que se ergue das trevas. Mais do que enfrentar vilões externos, Batman trava uma batalha cotidiana contra inimigos internos que rond...

20 anos do Dicionario do Morcego: clipping Universo HQ

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Senador fã do Batman se aposenta

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  Patrick Leahy (Democrata), senador americano de Vermont, aposentou-se este mês, aos 82 anos. O advogado que serviu seu estado no Senado de 1975 a 2023 também atuou como presidente pro tempore da Casa de 2012 a 2015 e de 2021 a 2023. Em 48 anos de mandato, presidiu várias comissões e foi importante articulador de vitórias de seu partido.  Leahy também é conhecido por ser fã explícito de Batman. Escreveu os prefácios de The Dark Knight Archives, Volume 1 (coletânea de 1992) e de Batman: Death of Innocents (1996) e pode ser visto nas telinhas e telonas de todo o mundo fazendo pontas e figurações em programas de televisão e filmes do herói, começando com participação especial sem créditos em Batman Forever (1995).  Ele dublou um governador territorial no episódio “Showdown” de Batman: The Animated Series (1995), apareceu como ele mesmo no filme Batman & Robin (1997) e apareceu duas vezes na Trilogia do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan como membro do conselho da...

Viva os 25 Anos da Batbase!

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A principal recompensa que obtive como pesquisador do fenômeno Batman foi a amizade construída ao longo de décadas com fiéis admiradores do maior herói da cultura pop. Com eles troquei informações preciosas, ampliei as redes de contatos no Brasil e exterior, compartilhei momentos únicos de diversão, estudo e congraçamento, desenvolvi projetos em parceria e, por fim, ampliei minha compreensão sobre o fascinante universo nerd. Essa trajetória pessoal tem rico capítulo com o fã-clube Batbase – criado em novembro de 1997 pelo empresário paulista Renato “Morcegão” Araújo, até hoje seu líder e figura central. O primeiro contato que fiz com a agremiação sediada em Guarulhos (SP), a partir de Belo Horizonte, foi lá por volta de 2005, convertido logo de cara em dados para meu catálogo de investigações sobre o Cavaleiro das Trevas: o Dicionário do Morcego . Nele registrei verbetes tanto sobre a confraria de milhares de associados quanto sobre o seu presidente, atuante em manifestos públicos e ...

Vigilante Noturno, o Batman à francesa

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O longa metragem do desenho francês Miraculus, das aventuras da Lady Bug e do Cat Noir, se passa em Nova York. Lá, a dupla encontra uma série de colegas heróis americanos, entre eles uma versão de Batman, o Vigilante Noturno. Aparentemente, ele é uma adaptação da adaptação, pois parece muito os Corujas de Wachtmen e das terras paralelas. O que você acha?

Curiosidades que ficaram de fora do Dicionário do Morcego (2005)

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VERBETES DE MEUS ARQUIVOS DE 2006 B AT-HOMBRE Um Homem-Morcego de bigode latino surge em Ride, Bat-Hombre, Ride! Publicada na revista Batman 193, de dezembro de 1949, da DC Comics (National Periodical). A história desenhada por Dick Sprang e Charles Paris, com roteiro de David V Reed, traz o inusitado defensor mascarado enfrentando El Papagayo, um vilão que aterrorizava seu país, Mantegua, montado a cavalo. Bat-Hombre é o herói local do pequeno país do Caribe. Com o pedido especial do presidente mantegüense José Camaran, Batman e Robin partem para a América Latina, reforçando o time do detetive hispânico. Eles recrutam um jovem chamado Luis Peralda, na verdade um cúmplice do Papayo. Mais tarde, Bat-Hombre voltaria em The Riddle of the Seven Birds, combatendo o Pingüim e sendo apresentado como grande detetive para substituir Batman. BÁTIMA FONSECA DA ROCHA Quando tinha sete anos, ele suspeitou que era o Batman em pessoa. A certeza veio quando seu pai, Balbino, lhe deu de presente uma ...

O homem por trás do morcego

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Quando um blockbuster estreia nos cinemas, as figuras em evidência são os astros do elenco e o diretor. Depois vêm os responsáveis pela trilha sonora, fotografia e roteiro, candidatos a prêmios. Para Batman, a recém-relançada franquia que terminou o seu primeiro fim de semana faturando US$ 248,5 milhões nas bilheterias mundiais, o protagonista oculto do seu estrondoso sucesso é, desde 1989, o produtor executivo Michael Elliot Uslan, 70 anos. O advogado e escritor judeu de New Jersey que brigou sozinho por longos 10 anos para levar o seu ídolo dos gibis para a telona, batendo na porta de todos os estúdios de Hollywood, chega ao seu auge em 2022, emplacando novos filmes, publicando o segundo livro de memórias e realizando ele próprio todos os seus sonhos de nerd militante. Onipresente nos créditos de produções do Homem-Morcego nas telinhas e telonas, ele não para. Com apenas 15 anos, Michael Uslan, já um consumidor voraz de quadrinhos de super-heróis, jurou que abriria a trilha de redenç...

Entrevista para O Estado de São Paulo

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HISTÓRIA DO BATMAN Respostas para Matheus Mans, repórter do Estadão Como vê a importância do Batman, hoje, na cultura pop? Embora seja propriedade da editora americana DC Comics, Batman é bem mais do que isso, atingindo ao longo de oito décadas de história o status de herói multimídia, mito moderno e ícone cultural. Mais lucrativo produto da cultura pop, na casa de bilhões de dólares anuais, o personagem apresenta-se ao mesmo tempo com inúmeras versões, de todas as épocas e públicos, inspirando um universo próprio. Reconhecido universalmente, até mesmo pelos não entendidos em gibis, ele ajudou até a criar os próprios mundos nerd, conforme revela Glen Weldon, autor de A Cruzador Mascarada. Como vê a evolução do personagem nos quadrinhos ao longo dos tempos? Sendo Batman uma permanente criação coletiva, ele sempre se renova pelas estratégias da proprietária, pelo talento dos seus editores, roteiristas e desenhistas (entre os quais brasileiros como Eddy Barrows), e até mesmo pel...

Tribuna do Morcego, berço dos bat-livros do Brasil

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A batmania nacional é algo ainda por ser estudado. São muitos os heróis desse movimento espalhados por este grande país e que dedicaram boa parte do seu tempo à tarefa de conhecer, promover e curtir as aventuras do homem-morcego nas mais diferentes mídias. Em maior número no Sul e Sudeste, mas também com bons representantes nas outras regiões brasileiras, esses seguidores do Morcego guardam impressões únicas sobre Batman e contam histórias pessoais muito interessantes sobre sua relação com o tema. No meio de tantos nomes e feitos – conhecidos ou por serem revelados –, é preciso deixar registrado a importante influência de uma publicação verde-amarela dedicada aos fatos e às curiosidades do universo Batman. Não se trata do Dicionário do Morcego , escrito por este colunista e lançado junto com Batman Begins. Trata-se da Tribuna do Morcego . Sem este belo fanzine, talvez não haveria o citado livro nem muitas outras iniciativas ousadas, tais como as desenvolvidas pelos sócios do Batb...

Um Batman para chamar de seu

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Sílvio Ribas Passadas mais de oito décadas de existência, Batman conquistou o direito de ser um personagem único, mas também muitos. Com inúmeras versões, colecionando altos e baixos e vivendo aventuras mil, a criação de Bob Kane e Bill Finger saiu dos quadrinhos para incorporar todas as mídias e ganhar corações e mentes de várias gerações. Nos videogames é possível até se brincar com a troca de pele (skin) do Cavaleiro das Trevas. E nessa altura do campeonato, é possível encontrar um homem-morcego oficialmente licenciado pela dona de sua propriedade intelectual para todos os gostos. Felizmente, não há mais discussões acaloradas sobre qual é o Batman oficial ou canônico. Cada fase ou encarnação do herói é festejada como válida e digna de respeito, constituindo um universo respeitado por suas criativas possibilidades. Camp, dark, gótico, clássico... São todas as suas apresentações referências em si, que até se conversam, descrevendo rico e saboroso diálogo metalinguístico não visto em n...

Dicionário do Morcego, 15 anos

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E m junho de 2005, às vésperas do lançamento de Batman Begins , primeiro filme da trilogia do diretor Christopher Nolan, o jornalista mineiro Sílvio Ribas lançava o seu Dicionário do Morcego (Flama), um guia com 1,5 mil verbetes sobre o maior herói dos quadrinhos. Presente em todas mídias, as versões do Homem-Morcego estão no livro voltado a fãs e estudiosos da cultura pop, fruto de pesquisas do autor desde guri. D e vilões e aliados clássicos do Cavaleiro das Trevas – como Robin, Coringa e Mulher-Gato – a nomes de pessoas e lugares inspirados na lenda, as 276 páginas do glossário de única edição caíram no gosto dos aficionados e virou objeto para colecionadores até hoje, 15 anos depois do lançamento. A razão disso é que, mais do que catálogo de autores, obras e personagens, a obra vai além e contempla citações, paródias e alusões.   Para mostrar que Batman era desde então o mais lucrativo, reproduzido e adaptado produto da indústria do entretenimento, que chega à produção acadêmi...

Meu bat-gibi número um

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Sílvio Ribas A história inicial e mais importante daquela revistinha em quadrinhos nunca deixou a minha cabeça e o meu coração. Publicada em setembro de 1979 pela Ebal, na edição mensal de Batman (40), “A Máscara de Diamantes” foi talvez a primeira leitura “adulta” que fiz do meu herói preferido, ainda aos nove anos. Este querido gibi talvez tenha sido também o item inaugural da minha coleção dedicada ao maior herói da DC, que reúne milhares agora. Reli inúmeras vezes ao longo de décadas aquele exemplar no brasileiríssimo formatinho (13,5 centímetros de largura por 20,5 de altura), 100% colorido e com papel encorpado. Guardo com carinho o volume de 32 páginas e lombada grampeada, com preço anunciado de 10 cruzeiros e que exibe no seu verso uma propaganda da Gulliver com bonequinhos de heróis montados em motos à fricção, que povoavam meus sonhos à época. Apesar da ilustração de Jim Starlin na capa sugerir trama da dupla dinâmica com a heroína Caçadora e participação do M...

Batman – O campeão da força de vontade

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Por Sílvio Ribas As missas da escola católica de meu filho, João, ocorrem sempre na primeira sexta-feira do mês. Nelas, os celebrantes fazem a sua homilia na forma descontraída, conversando com as crianças, que são a maioria dos fiéis presentes. Não raro sai desse bate-papo situações divertidas em razão da ingenuidade e da sinceridade da garotada. Mas tem um episódio que curti mais, quando meu menino se levantou para responder em alto e bom som à pergunta do padre sobre qual era afinal o superpoder de Batman, dentro de uma argumentação para valorizar o papel especial dos pais. “É a força de vontade! É a força de vontade!”, gritou ele.  A resposta do meu pequeno soou estranha ao público e ao religioso, que continuou pedindo alternativas. Ouvi aquela reação sincera e entusiasmada dele com orgulho. João informou a todos o que aprendeu comigo, um pai também fã de quadrinhos. Aprendiz e herdeiro de minha batmania, ele aprendeu desde pequeno que o Homem-Morcego é apenas um ser ...