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Curiosidades que ficaram de fora do Dicionário do Morcego (2005)

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VERBETES DE MEUS ARQUIVOS DE 2006 B AT-HOMBRE Um Homem-Morcego de bigode latino surge em Ride, Bat-Hombre, Ride! Publicada na revista Batman 193, de dezembro de 1949, da DC Comics (National Periodical). A história desenhada por Dick Sprang e Charles Paris, com roteiro de David V Reed, traz o inusitado defensor mascarado enfrentando El Papagayo, um vilão que aterrorizava seu país, Mantegua, montado a cavalo. Bat-Hombre é o herói local do pequeno país do Caribe. Com o pedido especial do presidente mantegüense José Camaran, Batman e Robin partem para a América Latina, reforçando o time do detetive hispânico. Eles recrutam um jovem chamado Luis Peralda, na verdade um cúmplice do Papayo. Mais tarde, Bat-Hombre voltaria em The Riddle of the Seven Birds, combatendo o Pingüim e sendo apresentado como grande detetive para substituir Batman. BÁTIMA FONSECA DA ROCHA Quando tinha sete anos, ele suspeitou que era o Batman em pessoa. A certeza veio quando seu pai, Balbino, lhe deu de presente uma

O homem por trás do morcego

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Quando um blockbuster estreia nos cinemas, as figuras em evidência são os astros do elenco e o diretor. Depois vêm os responsáveis pela trilha sonora, fotografia e roteiro, candidatos a prêmios. Para Batman, a recém-relançada franquia que terminou o seu primeiro fim de semana faturando US$ 248,5 milhões nas bilheterias mundiais, o protagonista oculto do seu estrondoso sucesso é, desde 1989, o produtor executivo Michael Elliot Uslan, 70 anos. O advogado e escritor judeu de New Jersey que brigou sozinho por longos 10 anos para levar o seu ídolo dos gibis para a telona, batendo na porta de todos os estúdios de Hollywood, chega ao seu auge em 2022, emplacando novos filmes, publicando o segundo livro de memórias e realizando ele próprio todos os seus sonhos de nerd militante. Onipresente nos créditos de produções do Homem-Morcego nas telinhas e telonas, ele não para. Com apenas 15 anos, Michael Uslan, já um consumidor voraz de quadrinhos de super-heróis, jurou que abriria a trilha de redenç

Entrevista para O Estado de São Paulo

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HISTÓRIA DO BATMAN Respostas para Matheus Mans, repórter do Estadão Como vê a importância do Batman, hoje, na cultura pop? Embora seja propriedade da editora americana DC Comics, Batman é bem mais do que isso, atingindo ao longo de oito décadas de história o status de herói multimídia, mito moderno e ícone cultural. Mais lucrativo produto da cultura pop, na casa de bilhões de dólares anuais, o personagem apresenta-se ao mesmo tempo com inúmeras versões, de todas as épocas e públicos, inspirando um universo próprio. Reconhecido universalmente, até mesmo pelos não entendidos em gibis, ele ajudou até a criar os próprios mundos nerd, conforme revela Glen Weldon, autor de A Cruzador Mascarada. Como vê a evolução do personagem nos quadrinhos ao longo dos tempos? Sendo Batman uma permanente criação coletiva, ele sempre se renova pelas estratégias da proprietária, pelo talento dos seus editores, roteiristas e desenhistas (entre os quais brasileiros como Eddy Barrows), e até mesmo pel

Tribuna do Morcego, berço dos bat-livros do Brasil

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A batmania nacional é algo ainda por ser estudado. São muitos os heróis desse movimento espalhados por este grande país e que dedicaram boa parte do seu tempo à tarefa de conhecer, promover e curtir as aventuras do homem-morcego nas mais diferentes mídias. Em maior número no Sul e Sudeste, mas também com bons representantes nas outras regiões brasileiras, esses seguidores do Morcego guardam impressões únicas sobre Batman e contam histórias pessoais muito interessantes sobre sua relação com o tema. No meio de tantos nomes e feitos – conhecidos ou por serem revelados –, é preciso deixar registrado a importante influência de uma publicação verde-amarela dedicada aos fatos e às curiosidades do universo Batman. Não se trata do Dicionário do Morcego , escrito por este colunista e lançado junto com Batman Begins. Trata-se da Tribuna do Morcego . Sem este belo fanzine, talvez não haveria o citado livro nem muitas outras iniciativas ousadas, tais como as desenvolvidas pelos sócios do Batbase.

Um Batman para chamar de seu

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Sílvio Ribas Passadas mais de oito décadas de existência, Batman conquistou o direito de ser um personagem único, mas também muitos. Com inúmeras versões, colecionando altos e baixos e vivendo aventuras mil, a criação de Bob Kane e Bill Finger saiu dos quadrinhos para incorporar todas as mídias e ganhar corações e mentes de várias gerações. Nos videogames é possível até se brincar com a troca de pele (skin) do Cavaleiro das Trevas. E nessa altura do campeonato, é possível encontrar um homem-morcego oficialmente licenciado pela dona de sua propriedade intelectual para todos os gostos. Felizmente, não há mais discussões acaloradas sobre qual é o Batman oficial ou canônico. Cada fase ou encarnação do herói é festejada como válida e digna de respeito, constituindo um universo respeitado por suas criativas possibilidades. Camp, dark, gótico, clássico... São todas as suas apresentações referências em si, que até se conversam, descrevendo rico e saboroso diálogo metalinguístico não visto em n

Dicionário do Morcego, 15 anos

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E m junho de 2005, às vésperas do lançamento de Batman Begins , primeiro filme da trilogia do diretor Christopher Nolan, o jornalista mineiro Sílvio Ribas lançava o seu Dicionário do Morcego (Flama), um guia com 1,5 mil verbetes sobre o maior herói dos quadrinhos. Presente em todas mídias, as versões do Homem-Morcego estão no livro voltado a fãs e estudiosos da cultura pop, fruto de pesquisas do autor desde guri. D e vilões e aliados clássicos do Cavaleiro das Trevas – como Robin, Coringa e Mulher-Gato – a nomes de pessoas e lugares inspirados na lenda, as 276 páginas do glossário de única edição caíram no gosto dos aficionados e virou objeto para colecionadores até hoje, 15 anos depois do lançamento. A razão disso é que, mais do que catálogo de autores, obras e personagens, a obra vai além e contempla citações, paródias e alusões.   Para mostrar que Batman era desde então o mais lucrativo, reproduzido e adaptado produto da indústria do entretenimento, que chega à produção acadêmica e

Meu bat-gibi número um

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Sílvio Ribas A história inicial e mais importante daquela revistinha em quadrinhos nunca deixou a minha cabeça e o meu coração. Publicada em setembro de 1979 pela Ebal, na edição mensal de Batman (40), “A Máscara de Diamantes” foi talvez a primeira leitura “adulta” que fiz do meu herói preferido, ainda aos nove anos. Este querido gibi talvez tenha sido também o item inaugural da minha coleção dedicada ao maior herói da DC, que reúne milhares agora. Reli inúmeras vezes ao longo de décadas aquele exemplar no brasileiríssimo formatinho (13,5 centímetros de largura por 20,5 de altura), 100% colorido e com papel encorpado. Guardo com carinho o volume de 32 páginas e lombada grampeada, com preço anunciado de 10 cruzeiros e que exibe no seu verso uma propaganda da Gulliver com bonequinhos de heróis montados em motos à fricção, que povoavam meus sonhos à época. Apesar da ilustração de Jim Starlin na capa sugerir trama da dupla dinâmica com a heroína Caçadora e participação do M