15 de março de 2009

De volta à estante

Embora não façam parte da bibliografia oficial de pesquisa de Batman, gosto de citar obras, sobretudo as nacionais, que citam o herói no seu texto. É o caso clássico da coletânea de poemas aos pés de Batman (Iluminas, 1994), de Joaquim Paiva. "um peixe espada uma paleta de pintor uma pipa el abanico estamos indo do Velho ao Novo Continente piso por um fio a vida me vale de lâmina não fora o vale de lágrimas uma arraia um bico de gaivota vou jogar-me aos pés de Batman", escreve ele na página 21. Outro ainda mais clássico é o romance pós-moderno A Morte de D.J. em Paris (Lançado nos anos 70 e republicado em 2002 pela Objetiva), do inesquecível cronista mineiro Roberto Drummond. O escritor de Hilda Furacão cria um jovem e perturbado personagem chamado Batman. Foi peça de teatro, interpretada pelo também genial Luiz Arthur. "Numa 6ª feira os vidros das janelas do apartamento de Batman tremeram pelo chão" é um trecho do livro. Seria igual ao presságio de Batman Ano Um? Leiam.

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