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Um cara chamado Batman

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Batman Zavareze: Amor pelos quadrinhos Rio - Minha relação com as histórias em quadrinhos cresceu progressivamente quando eu tinha meus 10 anos de idade porque eu era um pereba nas partidas de futebol. O fato de meus amigos me excluírem nas divisões dos times que iriam jogar a pelada no play do prédio me deixava incontáveis horas sem fazer nada. A esperança que chegasse a minha vez sempre existia, mas eu devia ser muito ruim... Para que minha limitação futebolística não virasse frustração, minha mãe aceitava meus pedidos e fui introduzido aos HQs para me deslocar daquela rejeição. Recruta Zero, Bolinha & Luluzinha, Cebolinha e a Turma da Mônica, não importava o tema, eu era um devorador de leituras ilustradas e, quando alguém desfalcava o time, eu fazia questão de recusar para não terminar de ler aquele gibi que tinha em mãos. Confesso que se um dia eu pudesse projetar que seria chamado por um personagem eu escolheria o Surfista Prateado... Stan Lee da Marvel me fez iniciar uma nov...

Batman na terra do Thor

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Na Noruega, Batman é Lynvingen. Estive lá mês passado e vi numa vitrine de Bergen, a segunda maior cidade do país, um exemplar digno de colecionadores (capa da segunda foto). Um lugar tão socialmente justo e pacífico como aquele parece ser o último do mundo a precisar de um superherói como o Cavaleiro das Trevas. Talvez só servisse para impedir o atentado como do lunático Breivik, do fim de julho. Ou resgatar as vítimas em tempo. Pelo que vi do mercado de gibis da nação escandinava, as publicações são raras. Apenas algumas coletâneas de tiras locais no estilo de Los Três Amigos e edições atuais da Marvel, a editora do Deus do Trovão, o vingador da mitologia nórdica Thor. Os quadrinhos do Homem-Morcego em idioma norsk (norueguês) têm um ar nostálgico, a exemplo das séries da Ebal. De toda forma, o povo da terra dos fiordes e do bacalhau merecem nosso aplauso pela bela sociedade que construíram.

Melhores do Mundo finalmente?

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A Warner pode estar se sentindo pressionada a formar equipes de heróis, entrando na trilha bem sucedida da rival Marvel, com X-Men e, agora, Vingadores. Nada melhor do que começar com a mais longa parceria dos quadrinhos, à dos Melhores do Mundo, Batman & Superman. É um velho sonho de fãs, descrito de todas as formas possíveis, incluindo os vídeos experimentais no Youtube. As colagens unindo Superman (Chris Reeve) com Batman (Chris Bale) são muito legais. Na foto, a reprodução de um cartaz futurista de um hipotético longa dos dois, no filme Eu Sou a Lenda, estrelado por Will Smith. Lembro-me que o último ensaio de uma superprodução assim era baseada na história de confronto dos dois. Agora deve sair algo como o longa animado Inimigos Públicos, de Bruce Timm. Legal mesmo seria algo como a HQ Luz e Sombras, do século passado.

Santa paródia, Adam!

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Confesso que não conhecia essa homenagem ao Batman de Adam West, dublada pelo próprio, em Os Padrinhos Mágicos. O desenho animado já tinha várias referências elogiosas ao seriado e a do Catman foi a mais explícita de todas. Na história, Jimmy Turner, o herói do cartoon, tenta encontrar um novo emprego pro velho herói da TV, mas não teve sorte. Nesse meio tempo, aparecem o Batmóvel (Catmóvel) clássico, as honomatopéias, os vilões e por aí vai. Muito legal. Alguém aí sabe de mais alguma paródia-homenagem ao eterno Batman da TV neste e em outros desenhos?

2012: Ano do Morcego

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Morcegos são essenciais à preservação do ecossistema Silvia Pacheco Associados a seres mitológicos sombrios e doenças, os morcegos levam a fama — injusta — de serem criaturas que causam o mal, impressão estimulada por sua natureza noturna e o hábito, comum em algumas espécies, de se alimentarem de sangue. O que poucas pessoas sabem, no entanto, é que esses animais estão mais para Batman (o herói criado pelo cartunista americano Bob Kane, em 1939) do que para Conde Drácula. Os morcegos desempenham um papel fundamental para a saúde dos ecossistemas terrestres. Para se ter uma ideia de sua importância, eles são os maiores reflorestadores naturais do planeta, além de predadores de um vasto números de pragas agrícolas e vetores de doenças. Não é à toa que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) elegeu 2011 e 2012 Anos Internacionais dos Morcegos, numa tentativa de informar melhor a população e juntar esforços científicos em torno desses mamíferos voadores. Presentes na Ter...

Drible no licenciamento

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O Brasil é mesmo o país do futebol e o brasileiro tem jogo de cintura, driblando qualquer dificuldade que aparece. Olhem só que forma interessante a fabricante de bolas Toroli, do interior de São Paulo, conseguiu para driblar a necessidade de licença para usar a marca Batman. Eles fizeram uma bat-bola (bat-ball, na foto) com tudo do herói sem ter nenhuma referência mais explícita. Além dos muitos morcegos cruzando o céu nas cores preta e amarela e o skyline de uma metrópole, tem até uma sonha de um "Batman" (sem orelhas, capa e detalhes da luva) num corredor sujo e perigoso. Quem bate o olho vê nela a bola do Batman. Mas-não-é, como diria a propaganda do xampu Denorex. OBS: o brinquedo é bom, de EVA. Conhecem outros bottlegs?

Atman, not Batman

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Depois de descobrir o conceito filosófico de "atman" - alma ou ego em sânscrito - esbarrei na internet com uma curiosa pregação de um guru. Em vídeo de uma palestra, datado de 2009, o mestre hinduísta Mooji Tiru falava a um pequeno grupo. No trecho reproduzido no Youtube, ele respondeu com bom humor à pergunta de um seguidor. O aprendiz queria saber se usar a roupa de Batman em uma oportunidade como na festa de Halloween fazia você ser outro alguém, incorporar uma personalidade. Tiru explicou que vale mesmo é o eu interior e não a fantasia, o papel social. Em resumo: seja "atman, not Batman", disse o próprio ao final, arrancando risos da plateia e dele próprio.